Radiofrequência (RF)

Consideramos sempre os mais recentes avanços na ciência, na tecnologia e no conhecimento, para que a exatidão do diagnóstico e a eficiência do tratamento sejam cumpridos.

Radiofrequência

O que é

Técnica minimamente invasiva que envolve a inserção de elétrodos que aplicarão uma corrente elétrica de ondas de rádio, de modo a provocar uma lesão nos ramos nervosos responsáveis pela dor. A RF tem um efeito seletivo sobre as fibras nervosas, pelo que inibirá a dor mas deixará intacta a capacidade sensorial.

Duração do procedimento

30 minutos

Necessidade de internamento

Não

Anestesia

Local/sedação

Quadros clínicos

  • Síndrome Facetário – rizólise dos ramos mediais
    • Tratamento por radiofrequência contínua (ou convencional) – inibição da dor por lesão térmica das estruturas nervosas (a 85º) através da emissão de uma onda de rádio contínua.

  • Radiculopatia – rizotomia percutânea
    • Tratamento por radiofrequência pulsada – emissão descontínua da corrente (emissão da onda seguida de pausa e arrefecimento). A temperatura não ultrapassa os 42º-45ºC, pelo que não existe a lesão das estruturas nervosas, mas antes uma modulação das sinapses nervosas pela formação de um campo eletromagnético, inibindo os estímulos dolorosos.

  • Sacroileite
    • Inflamação na articulação sacro-ilíaca que provoca uma dor lombar intensa, mesmo nos mais pequenos movimentos, como o sentar, o levantar ou até o andar.
      Tratamento por radiofrequência contínua (ou convencional) – inibição da dor por lesão térmica das estruturas nervosas (a 85º) através da emissão de uma onda de rádio contínua.


A radiofrequência pode aplicar-se em múltiplas situações causadoras de dor ao nível da coluna vertebral. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, realizado com sedação e anestesia local, que representa mais uma arma no tratamento da dor crónica da coluna (dor cervical, dor lombar, dor dorsal, hérnia de disco, dor radicular refractária ou sequelar, dor sacro-ilíaca).

O procedimento está indicado para pacientes cuja dor não melhora com o tratamento medicamentoso e antes de ser equacionada qualquer opção mais invasiva, pacientes que não podem ou não querem ser submetidos a cirurgias abertas (como a artrodese) e também para pacientes que já foram operados à coluna e mantêm queixas de dor cervical, dorsal, lombar e/ou radicular sequelares de compressões de nervos.
A boa seleção dos doentes é de fundamental importância para se conseguirem os resultados desejados. Essa seleção é feita através de bloqueios selectivos diagnósticos.

Quando o paciente apresenta boa resposta aos acima mencionados bloqueios da coluna, ou seja, quando a estrutura responsável por gerar dor no paciente foi bem identificada a partir dos ditos bloqueios diagnósticos e terapêuticos, a radiofrequência pode ser ponderada como uma arma terapêutica válida.

A Radiofrequência Convencional funciona através do calor, causando lesão térmica nas estruturas alvo. A radiofrequência Pulsada gera ondas seguidas de pausa, ou seja, a temperatura não é tão elevada quanto na convencional, e a corrente elétrica gerada modula as sinapses nervosas, acabando com a transmissão dos estímulos dolorosos. Este aparelho leva à dessensibilização de ramos nervosos responsáveis pela dor, preservando a parte do nervo que é responsável pela sensibilidade e pela força.

Assim, sem ser uma arma milagrosa, trata-se de uma opção válida em inúmeras condições clínicas da coluna. Cada caso deve, no entanto, ser considerado individualmente.